terça-feira, 17 fevereiro 2026
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Possível saída de Ibaneis para o Senado expõe tensão na base e ameaça unidade governista no DF

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Os sinais emitidos pelo governador Ibaneis Rocha de que poderá deixar o cargo para disputar uma vaga ao Senado em 2026 desencadearam uma movimentação silenciosa, porém intensa, nos bastidores do Governo do Distrito Federal. O movimento, longe de ser consensual, já revela fissuras na base aliada.
A eventual desincompatibilização abriria caminho para que a vice-governadora Celina Leão assumisse o Palácio do Buriti e se colocasse naturalmente como candidata à reeleição. No entanto, esse roteiro automático parece estar longe de ser pacificado.
Informações divulgadas pelo portal Vero Notícias indicam que a executiva nacional do Movimento Democrático Brasileiro já teria aprovado informalmente o nome do deputado federal Rafael Prudente como alternativa ao governo local — movimento interpretado por aliados como tentativa de manter o protagonismo do MDB na sucessão.
Disputa pelo controle da máquina
Nos bastidores, interlocutores admitem que a sucessão deixou de ser mera formalidade e passou a ser disputa real por controle político. Caso Celina assuma o governo, ganha visibilidade institucional, capacidade de articulação e vantagem eleitoral como incumbente — um ativo relevante em qualquer eleição majoritária.
É justamente esse fator que estaria provocando desconforto em setores do MDB, que avaliam o risco de perda de centralidade dentro da coalizão.
Sinais de desconfiança
A simples circulação do nome de Rafael Prudente como alternativa é vista por integrantes da base como sinal de desconfiança política. Em cenários de estabilidade, sucessões costumam ser tratadas como continuidade. Quando surgem nomes paralelos antes mesmo da vacância do cargo, o gesto carrega significado.
Analistas apontam que o MDB busca evitar um cenário em que a transição fortaleça excessivamente um partido aliado em detrimento da legenda do governador.
Risco de fragmentação
O impasse cria três tensões simultâneas:
• Entre partidos da base (MDB e PP),
• Dentro do próprio MDB, que precisa equilibrar estratégia eleitoral e unidade,
• Na relação com o Planalto, diante de um ambiente político sensível.
Caso não haja acomodação prévia, o cenário pode evoluir para fragmentação da base governista, abrindo espaço para candidaturas alternativas e fortalecendo adversários.
Um tabuleiro em redefinição
Com a possível candidatura de Ibaneis ao Senado, a sucessão no DF deixa de ser um processo linear e passa a envolver disputa por hegemonia política. O desafio da base será transformar uma transição potencialmente conflituosa em arranjo negociado.
Se isso não ocorrer, a corrida ao Buriti pode começar antes do previsto — e com aliados em lados opostos.

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