BRB À BEIRA DO COLAPSO? Empréstimo bilionário expõe crise e pressiona GDF e CLDF

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Segundo o portal de notícias UOL, o BRB enfrenta uma das maiores crises financeiras de sua história e busca uma operação bilionária para evitar uma possível liquidação pelo Banco Central. A informação foi publicada pelo colunista Júlio Wiziack nesta sexta-feira (6).

De acordo com a reportagem, o Banco do Brasil coordena uma operação de garantias para que o Banco de Brasília consiga um empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O valor necessário seria de pelo menos R$ 5 bilhões, considerado atualmente a única alternativa para reforçar o patrimônio do banco distrital.

Ainda segundo o UOL, a crise do BRB estaria ligada à aquisição de “papéis podres” do Banco Master, instituição de Daniel Vorcaro que foi liquidada pelo Banco Central em meio a um esquema de fraudes que teria causado prejuízo de R$ 57 bilhões ao FGC.

A reportagem revela que apenas XP e Banco ABC demonstraram interesse inicial em participar do consórcio que dará garantia ao empréstimo. Mesmo assim, as negociações enfrentam resistência. Um dos principais entraves é a taxa de juros exigida pelos bancos participantes: enquanto o BRB propõe algo entre 2% e 3% ao ano, as instituições interessadas querem pelo menos 4% ao ano sobre as garantias oferecidas.

Outro ponto delicado envolve o compromisso do Governo do Distrito Federal. Segundo a publicação, além do empréstimo do FGC, o BRB precisará receber até R$ 6,6 bilhões em dinheiro novo por parte do GDF para garantir a sobrevivência financeira da instituição.

Para viabilizar a operação, o governo enviou um projeto de lei à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), buscando assegurar aos bancos participantes que poderão utilizar recursos ligados ao Fundo de Participação dos Estados (FPE) e ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM) como garantias em caso de inadimplência do BRB. As garantias ficariam vinculadas por um período de 15 anos.

A expectativa da governadora Celina Leão é de que grandes instituições financeiras, como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú, Santander e BTG Pactual, integrem o consórcio garantidor.

Nos bastidores, segundo pessoas ouvidas pelo UOL, o governo também teria prometido apresentar um novo plano de negócios para o BRB, abandonando a estratégia de expansão nacional e concentrando novamente suas operações no Distrito Federal.

O caso aumenta a pressão política sobre o GDF e sobre a CLDF, especialmente diante do impacto potencial que a operação pode causar nas finanças públicas do Distrito Federal nos próximos anos.