sábado, 17 janeiro 2026
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Dezenas de ônibus de uma mesma empresa urbana são apedrejados no DF

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Ao todo 57 ônibus de uma mesma empresa de transporte coletivo, a Urbi Mobilidades, foram atacados e depredados na noite desta quinta-feira (15), em várias regiões do Distrito Federal. As circunstâncias dos ataques ainda estão sendo investigadas.

Segundo a Secretaria Distrital de Segurança Pública, os primeiros ataques foram comunicados às forças de segurança por volta das 20h de ontem. “O gerenciamento da ocorrência se estendeu até aproximadamente 23h, com o monitoramento contínuo da situação e adoção das medidas cabíveis”.

Em depoimento à Polícia Civil, motoristas e cobradores relataram que os ônibus foram atingidos por pedras, bolas de gude e outros objetos que quebraram janelas e atingiram a carroceria dos veículos. 

“Fomos surpreendidos com a ação criminosa e violenta contra o transporte público”, declarou o secretário distrital de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves. Segundo ele, o ataque aos ônibus da Urbi foi “uma ação orquestrada” que atingiu usuários e que poderia ter causado uma tragédia.

“Entendemos que isto é uma ação de retaliação, devido à demissão de três colaboradores da empresa e que pode estar ligado a um grupo dissidente do Sindicato dos Rodoviários”, acrescentou o secretário, garantindo que ônibus da frota reserva foram utilizados esta manhã, de maneira que, segundo ele, os usuários não foram afetados.

A reportagem da Agência Brasil não conseguiu contato com representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Terrestres do Distrito Federal (Sittrater), nem da Urbi Mobilidades

Ainda de acordo com a secretaria, ninguém ainda tinha sido preso até as 15h de hoje, mas suspeitos de participação da ação foram identificados. Preventivamente, a Polícia Militar intensificou o patrulhamento nas imediações das garagens da Urbi Mobilidades, especialmente nas das regiões administrativas Recanto das Emas e Samambaia, onde os veículos da empresa são habitualmente recolhidos.

Além disso, a secretaria instituiu um grupo de gerenciamento de crise junto com as polícias Civil e Militar; Secretaria de Transporte e Mobilidade; serviços distritais de inteligência e com representantes da Urbi.

 




FONTE AGENCIA BRASIL

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