sábado, 17 janeiro 2026
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Enquanto Arruda entregava moradias, o atual governo entrega descaso

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Política habitacional no DF: do planejamento à negligência

A comparação entre a política habitacional da gestão José Roberto Arruda e a conduzida atualmente por Ibaneis Rocha e Celina Leão escancara o abismo entre governar com planejamento e administrar no improviso. Enquanto no passado a moradia foi tratada como política pública estruturante, hoje ela se resume a discursos, anúncios e peças de marketing institucional sem impacto real na vida da população.

Na gestão Arruda, o Distrito Federal foi pioneiro em políticas habitacionais. A criação da primeira parceria público-privada habitacional do Brasil não foi um gesto simbólico, mas uma ação concreta que tirou milhares de famílias da insegurança habitacional e entregou o Setor Jardins Mangueiral com planejamento urbano, diversidade de moradias e integração com financiamento federal. Houve visão, houve execução e, principalmente, houve resultado.

O mesmo se aplica à criação de novas regiões administrativas, como Vicente Pires, que não apenas organizou o território, mas deu racionalidade à gestão pública e dignidade a moradores historicamente negligenciados pelo Estado. Era uma política habitacional pensada como vetor de desenvolvimento social e econômico, não como moeda eleitoral.

O cenário atual é o oposto. Sob Ibaneis Rocha e com Celina Leão como figura central do governo, a política habitacional entrou em estado de abandono. O Distrito Federal passou a liderar o vergonhoso ranking nacional de população em situação de rua. Os números não mentem: entre 2022 e 2025, o total de pessoas vivendo nas ruas cresceu quase 20%, um retrato cruel da incapacidade do governo de oferecer soluções permanentes de moradia.

O mais grave é que essa explosão da miséria ocorre em paralelo a uma gestão que prefere investir em anúncios grandiosos, lançamentos vazios e promessas recicladas, enquanto a crise social se aprofunda nas regiões administrativas mais populosas do DF. Ceilândia, Taguatinga, São Sebastião e até o Plano Piloto se transformaram em vitrines do fracasso de uma política que simplesmente não existe.

A gestão Ibaneis/Celina governa olhando para o calendário eleitoral, não para o déficit habitacional. Falta coragem para enfrentar o problema de frente, falta projeto estruturante e sobra indiferença com quem dorme nas ruas. O resultado é um DF mais desigual, mais desorganizado e socialmente mais violento.

O contraste é inevitável: onde houve planejamento, hoje há omissão; onde houve entrega, hoje há propaganda. A política habitacional no Distrito Federal deixou de ser prioridade e se tornou mais um símbolo do descaso institucional que marca a atual gestão.

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