quarta-feira, 4 fevereiro 2026
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Deputados do PL e do PSD se curvam a forças ocultas

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A incoerência entre discurso e prática voltou a marcar a atuação de partidos que se apresentam como oposição no Distrito Federal. Enquanto representantes do PL e do PSD no Congresso Nacional se apressam em apoiar a criação de uma CPMI para apurar a controversa relação entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB), os deputados distritais dessas mesmas legendas optam pela inércia quando o foco da investigação se desloca para a Câmara Legislativa do DF.

No âmbito local, a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito depende de um gesto simples: uma única assinatura. Ainda assim, três deputados do PL e dois do PSD permanecem alheios ao debate, como se o episódio não envolvesse recursos públicos, decisões administrativas sensíveis e impactos diretos sobre a população do Distrito Federal. A ausência de posicionamento público transforma-se, na prática, em um bloqueio silencioso ao avanço das investigações.

O contraste expõe um problema maior do que a simples falta de iniciativa. Revela uma dissociação preocupante entre a retórica oposicionista e o exercício efetivo do mandato parlamentar. Em Brasília, a narrativa é de rigor, apuração e enfrentamento; no DF, prevalece a cautela excessiva — ou a conveniência política — diante do Executivo local.

Essa postura alimenta questionamentos legítimos sobre o compromisso desses parlamentares com o princípio constitucional da fiscalização. CPIs não são instrumentos de perseguição, mas mecanismos fundamentais de transparência e controle. Ao se esquivarem desse dever, os deputados contribuem para o enfraquecimento da função fiscalizadora do Legislativo e ampliam a desconfiança da sociedade em relação à classe política.

Nos corredores do poder, o desconforto cresce. A leitura predominante é a de que o silêncio não decorre de desconhecimento, mas de cálculo político. E quando a prudência se confunde com omissão, o prejuízo recai sobre a credibilidade institucional e sobre as próprias legendas, que passam a sustentar um discurso público incompatível com suas ações concretas.

A responsabilidade, neste caso, tem nome e sobrenome:

PL – Partido Liberal
– Joaquim Roriz Neto
– Roosevelt Vilela
– Manzonni

PSD
– Robério Negreiros
– Jorge Vianna

A sociedade do Distrito Federal acompanha, cobra e registra. Em um cenário que exige transparência e coragem política, a escolha pelo silêncio deixa de ser neutra e passa a ser parte do problema.

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