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Principais golpes da web prometem grandes vantagens para atrair vítimas

Promoções extremamente atrativas e promessas de dinheiro fácil e rápido são armadilhas escondidas na Internet. Nesta quinta-feira, uma quadrilha que usava moeda virtual para aplicar golpes deixou mais de 40 mil pessoas no prejuízo

Golpes praticados na internet, como o que pode lesar 40 mil pessoas que investiram dinheiro na moeda virtual Kriptacoin, são cada vez mais criativos e sofisticados, e os estelionatários se valem de grandes vantagens para atrair as vítimas. Ninguém que usa internet está a salvo e, por isso, atenção e segurança são quesitos imprescindíveis para se livrar desses crimes virtuais.

No golpe desvendado pelo Ministério Público do Distrito Federal (MPF) e a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) descobriram um esquema de fraude cujo prejuízo ainda é incalculável. Uma das vítimas contou aos investigadores que perdeu R$ 176 mil investidos e ainda foi ameaçado por seguranças da empresa Kriptacoin.
O esquema usava uma pirâmide financeira para enriquecer as contas dos membros da organização. Segundo o especialista em direito digital Jonatas Lucena, nesse caso, ao entrar em um negócio que envolve moeda digital, o mais recomendado é sempre conferir os antecedentes da empresa que oferece o investimento. “Se for comprar moeda virtual tem que ser de uma empresa que já atua no mercado e que também trabalhe com moeda corrente”, aconselha o especialista.
Nem sempre ter endereço físico e registro de CNPJ na Receita Federal são suficientes para provar se a empresa é confiável. “Não duvide da capacidade de manipulação dos golpistas. Estelionatários são extremamente habilidosos. Alguns vendem uma ilusão tão bem feita que as pessoas compram mesmo. Eles têm telefone físico, escritório, endereço. Tudo faz parte da trama”, alerta. A dica é desconfiar sempre. “Não compre de qualquer pessoa, não envie dados bancários ou números de documentos e verifique o histórico das empresa, certifique-se de que é séria”, recomenda o especialista.
Nesse caso, o esquema envolvia uma empresa registrada, com sede física, recomendações na internet e centenas de investidores. No entanto, a maioria das táticas de fraude utilizada pelos criminosos na internet é simples e fácil de identificar. A mais conhecida é usar páginas falsas reproduzindo o nome e marca das empresas. O consumidor entra no site e digita dados pessoais e bancários sem checar a veracidade da página.
De acordo com dados da McAfee, empresa especializada em segurança eletrônica, os criminosos virtuais, chamados de “cracker” pelos especialistas, causam até U$ 8 bilhões de prejuízo por ano no Brasil. “A cautela que usamos no mundo físico precisa ser a mesma na internet. Se alguém te para na rua e pede uma foto sua, dados bancários ou documentos, você não fornece essas informações. O mesmo cuidado deve ser tomado na internet”, ressalta.

Quatro dicas para não cair em golpes

Desconfie sempre

Toda atenção é pouca quando falamos de compras e investimentos pela Internet. Há muitas empresas honestas, mas também há muitos cibercriminosos investindo pesado para aplicar golpes em sites na internet;

Certificado

Se for comprar algum produto na internet verifique se há certificado de segurança digital. Para isso, confira se o htttp do endereço vem acompanhado de um “s” no final. Há, ainda, certificados que ativam um destaque em verde na barra do navegador. Verifique se o site possui conexão SSL (o cadeado de segurança), pois raramente sites fraudulentos o exibem;

Não clique em qualquer link

Muito cuidado com e-mails desconhecidos, links do Facebook e mensagens acompanhadas de links no WhatsApp. Não clique neles, pois podem ser phishing, conhecidos como fraudes eletrônicas ou vírus. Opte por entrar diretamente no site, digitando na barra do navegador o endereço eletrônico.

Prefira os boletos

Se puder optar por um meio de pagamento, prefira os boletos bancários ou transferência bancária por meio de DOC. Nessas opções de pagamento o dinheiro não cai no mesmo dia. Ele só fica disponível um dia útil após a operação, sendo que às vezes costuma demorar dois dias. Assim, o cliente tem alguns dias para verificar a autenticidade do boleto.
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