CLDF celebra 10 anos da Associação Canomama e destaca a força da superação pelo esporte
Cerimônia reuniu celebrou a trajetória da instituição que se tornou referência no apoio a mulheres sobreviventes do câncer de mama por meio da canoagem
A Câmara Legislativa realizou, na manhã desta sexta-feira (27), sessão solene em homenagem aos 10 anos da Associação Canomama de Saúde, Esporte e Cultura do Distrito Federal. A iniciativa do deputado Eduardo Pedrosa (União Brasil) reuniu fundadoras, atletas, profissionais de saúde e apoiadores no plenário da Casa para celebrar a trajetória da instituição que se tornou referência no apoio a mulheres sobreviventes do câncer de mama por meio da canoagem.
Eduardo Pedrosa, que preside a Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Câncer, destacou que o projeto Canomama transcende o esporte, representando um símbolo de esperança e cuidado. O parlamentar relembrou a experiência pessoal de ter remado com o grupo recentemente. “Cada remada era um grito silencioso de vitória. Ali, eu entendi que aquele barco não carrega apenas remos e atletas, ele carrega histórias de luta, de dor e de renascimento”, afirmou.
Diversas mulheres que encontraram na associação um novo propósito após o diagnóstico deram seu depoimento durante a sessão solene. Deise Corrales Tosto, associada desde 2025, contou como o projeto lhe trouxe qualidade de vida. “O Canomama me deu um olhar novo para a vida, trouxe alegria e propósito”, relatou. Francimélia Soares, no grupo desde 2019, disse que a Canomama é “um lugar mágico, que nos traz muito aprendizado sobre a coletividade”.
A atual presidente da associação, Juliana Martins Alves, ressaltou que a Canomama é, acima de tudo, uma comunidade de empoderamento. “Remar em um Dragon Boat não é apenas um esporte, é terapia, estilo de vida e tratamento oncológico”, afirmou. A presidente da Canomama também expressou seu desejo de expandir o projeto para alcançar mais mulheres.
A capitã e fundadora do time de remo, Larissa Lima Barbosa, explicou a origem do projeto, que nasceu de um sonho compartilhado durante seu próprio tratamento e com o apoio do atleta Marcelo Bose. Ela explicou que a sincronia necessária na canoagem transforma 22 pessoas em um só corpo e uma só consciência. “Nós formamos a primeira equipe de mulheres sobreviventes do câncer de mama no Brasil e, hoje, já são 23 equipes formadas no país”, celebrou.

O oncologista Tiago de Pádua destacou que o esporte oferece um caminho de futuro para as pacientes. “O retorno que tenho é um sentimento de pertencimento. Elas entendem que a vida continua além da quimioterapia e das consultas”, afirmou o médico. Francisco Moraes, presidente da Associação dos Servidores da Câmara dos Deputados (Ascade), instituição que abriga o projeto, reforçou o compromisso social de oferecer espaço para o lazer e a união dessas mulheres. No fim da solenidade, foram entregues moções de louvor a personalidades que marcaram a história da associação.
A Associação Canomama é uma entidade sem fins lucrativos sediada em Brasília, composta por mulheres sobreviventes do câncer de mama e atletas voluntários. A instituição é uma referência no apoio e acolhimento de mulheres em fase de tratamento ou pós-tratamento, utilizando a canoagem coletiva na modalidade Dragon Boat como ferramenta reconhecida internacionalmente para a reabilitação física, emocional e social. Fundada em 2016, a associação baseia sua atuação em pilares como o fortalecimento da autoestima, a conscientização sobre o diagnóstico precoce e a participação ativa na defesa de políticas públicas para garantir tratamentos oncológicos dignos. O projeto busca promover o bem-estar e a superação por meio da união e da solidariedade, transformando a prática esportiva em um símbolo de esperança e recomeço.
